quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Meu lado artista

Espetáculo "Deu a louca no conto de fadas". Foto: Nilo Machado
Eu não sei porquê demorei tanto para escrever sobre este assunto, afinal, nos últimos meses o teatro tem feito parte do meu dia-a-dia. Hoje, vou contar a incrível história de como eu entrei para um grupo de teatro de Passos.
Tudo começou em um dia que tinha tudo para ser normal. Levantei pela manhã, escovei os dentes, fiz minha maquiagem e saí para trabalhar. À tarde tirei meu sono de beleza, que antes era bem mais frequente do que atualmente, jantei e fui para a faculdade. Chegando lá a professora disse que teríamos aula na chamada Sala de Espelhos, um “quiosque” ao ar livre, levando em consideração que Passos é uma cidade extremamente quente e as salas de aula super abafadas. Então, pegamos cada um a sua cadeira e fomos para lá. Minha amiga chegou atrasada, como sempre, mas como a professora ainda não havia começado a aula, ela se virou para mim e disse: “Lari, o Coliseum está precisando de gente para estrear na próxima peça e como eu sei que você quer falei com o diretor e ele perguntou se você pode ir hoje depois da aula fazer um teste”.
Naquele momento meus olhos brilharam, uma onda de excitação tomou conta de mim e é claro, eu aceitei o convite.
Pendura aí, já voltamos a falar disso.
Desde pequena, eu sempre tive jeito para as artes, não é convencimento. Aos 2 anos meus pais me levaram para fazer um book fotográfico em São Paulo; e enquanto as meninas da minha idade sonhavam em ser princesas, professoras, bailarinas, eu sonhava em ser cantora, modelo, atriz. Me imaginava fazendo parte das novelas que eu assistia, sendo a mocinha ou a vilã, qualquer coisa me faria feliz.
Aos 12 ou 13, comecei a apresentar peças de teatro no ministério da igreja. Lá fiquei por uns dois anos. A experiência foi incrível.
Mas, voltando ao que nos interessa: Coliseum.
Depois da aula lá fui eu, feliz e saltitante, para meu teste. Mentira, eu estava morrendo de vergonha, mas também estava disposta a mostrar para o que eu tinha ido.
Chegamos lá e o diretor me pediu para ler as falas da personagem que pertencia a uma das atrizes do grupo que tinha faltado naquele dia. Quando o ensaio terminou, fui elogiada pelo meu desempenho e ele perguntou se eu poderia voltar no dia seguinte. Seria aquele um sinal de que eu estava na peça?
Seria. No dia seguinte eu voltei lá, e no outro também, e no outro eu já tinha uma personagem: Chapéuzinho Vermelho! Oficialmente eu estava no Grupo Coliseum de Teatro, uau!
Ao longo de dois meses de ensaios aprendi muito sobre o mundo artístico e tive a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas, que tenho contato até hoje e que se tornaram verdadeiros amigos. O Coliseum se tornou uma família para mim!
E então, no dia 18 de novembro de 2016, a peça “Deu a Louca no Conto de Fadas” estreou. Que alegria, que emoção e que honra ter feito parte disso! Foi tudo muito lindo, muito mágico e eu jamais me esquecerei que um dia vivi aquilo!
Mas não acabou por aí, não mesmo! Hoje, eu continuo no Coliseum e vou apresentar mais uma peça, “A origem de Lorenzett”, o espetáculo que vai inaugurar a mais nova casa de espetáculos do Grupo Coliseum. Depois de 18 anos de estrada, a família Silva está conseguindo realizar o sonho de ter o próprio teatro. E eu? Faço parte disso, cara!

Eu nunca imaginei que depois de tantos anos subiria em um palco novamente, nunca imaginei que iria sentir aquele friozinho na barriga momentos antes de entrar em cena e também nunca imaginei que fosse me sentir tão realizada, tão feliz e que isso mudaria a minha vida e toda a minha rotina em Passos. Ao grupo Coliseum, que me acolheu com tanto carinho e acreditou no meu potencial, meu muito obrigada!
Grupo Coliseum de Teatro no espetáculo "Deu a louca no conto de fadas". Foto: Nilo Machado

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Extraordinária


Ela não possui nenhuma graduação, mas é tosadora, comerciante, vendedora, dona de casa, encanadora, eletricista, cozinheira, motorista e por ser mãe exerce mais uma dezena de profissões. Solange Aparecida Pillon tem 47 anos e mora em Hortolândia, São Paulo. Ela não é famosa, não ganhou nenhuma vez na loteria, não recebeu o prêmio Nobel da paz, mas merece ter sua história contada pelos históricos de superação, força de vontade e caráter grandioso.
Solange é uma mulher de estatura média, pele clara e cabelos que mudam de cor a cada pintura, em um mês está loira e no outro morena, ela gosta de inovar. Divorciada, vive sozinha, pois sua filha decidiu alçar novos voos indo morar em outro estado para estudar jornalismo. Mesmo com a companhia da cadela Belinha, a solidão de não conviver com a filha todos os dias não é mais um problema para ela, Solange encontrou seu ponto de equilíbrio no silêncio que a cerca quando sua cachorra não resolve latir.
Primogênita de um casal que criou as quatro filhas com muito amor e dedicação, Solange e suas irmãs tiveram uma infância privilegiada. Brincavam na rua com os amigos e nas férias escolares iam para o sítio dos avós, onde subiam em árvores e nadavam em rios. Por ser uma adolescente dedicada aos estudos, Solange ocupava a mente com os cursos que fazia e por isso não se permitiu namorar tão nova. Ela dava mais valor às suas amizades e somente com 18 anos teve seu primeiro namorado.
O motivo de não ter feito uma faculdade foi a falta de condições financeiras para pagar a mensalidade, uma vez que não conseguiu passar nos vestibulares para os quais prestou. Apesar disso, Solange nunca deixou de estudar e fez muitos cursos ao longo da sua vida, como datilografia, digitação, inglês, logística, artesanato, linguagem da computação e o curso de banho e tosa, profissão que exerce até os dias atuais.
Solange já trabalhou como analista de sistemas em uma empresa de transportes, já foi proprietária de uma agropecuária onde realizava os serviços administrativos e de banho e tosa e, depois de tentar ser representante comercial em três empresas de diferentes seguimentos, percebeu que o que realmente gostava era tosar cachorros. Foi então que montou um pet shop.
Ao ser questionada sobre suas qualidades e defeitos, a tosadora foi bem direta. “Minha qualidade é a persistência e meu defeito é que não gosto de ser contrariada.” Em relação ao defeito, essa é a mesma opinião de sua irmã Valeria Aparecida Pillon, que contou que Solange é uma grande amiga e irmã. “A Sô (como é chamada pela família) é uma pessoa calma e ponderosa, não gosta de cometer injustiças e procura sempre ajudar as pessoas da melhor maneira possível. Já o defeito dela é relutar em voltar atrás nas suas decisões".
A vida de Solange é marcada pelas histórias de superação e pela perseverança que sempre teve ao passar pelas dificuldades que atravessaram seu caminho. Mesmo com um casamento conturbado que terminou em divórcio, pelo desafio de educar sua filha praticamente sozinha e administrar uma empresa sem qualquer ajuda e pela dor de perder a mãe, Solange aprendeu a se levantar mais forte a cada obstáculo. E o que mais surpreende nessa mulher é que com tão pouco ela é capaz de fazer tudo. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Confiança


Antes de reclamar dos ciúmes dela, mostre ser uma pessoa confiável. Que seu coração já não pensa em outro sorriso exceto o dela. Viaje o planeta, rode o mundo, mas antes, deixe ela confiar em você. 
Não precisa ser um super-homem, mostrando que é quase um ser onipresente, daqueles que avisam os minúsculos passos, até porque avisar é fácil, difícil é estar. 
Não seja como todos os outros que já passaram em sua vida e sumiram sem deixar rastros. Ela aos poucos tem entregado o coração pra você, sinta-se privilegiado.
Não tenha vergonha de estar com ela, tenha orgulho! Apresente-a pros amigos, pra família e pro mundo. Olhe pra ela apaixonadamente e dane-se quem te critica por isso. Beije se estiver vontade, abrace quando estiver afim. Assuma um compromisso e faça planos.
Construa um futuro juntos e a leve para onde for. Quando se gosta a gente quer ter por perto. Pra transbordar, pra ser intenso, pra provar que felicidade existe.
Faça ela entender o motivo de não ter dado certo com ninguém antes. Faça ela agradecer por ter te encontrado e retribua dizendo ser recíproco.
Ela quer apenas sinceridade ao ponto de poder fechar os olhos para dormir e dizer: "posso confiar nesse cara".

Texto: Rogério Oliveira e Pedro P. Lopes

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Superficial

O Mundo de Larissa dá início ao mês de outubro de uma maneira diferente. Rolando o feed de notícias do meu Facebook, me deparei com o texto abaixo. Não foi escrito por mim assim como quase todos os textos deste blog, mas traduz de forma clara aquilo que eu penso sobre relacionamentos, pelo menos em relação ao tema abordado pela autora. Espero que gostem!
A geração da rapidinha chegou. Foto bonita no Facebook, entra na página, vasculha o perfil, descobre quem é pai, mãe, melhor amigo, cachorro, casa de praia, onde passou o último verão, e quem foi a última namorada. Adiciona como amigo. Aceitou. Manda Inbox. Respondeu. 10 frases e passa o WhatsApp. -Oi, oi; por aqui é bem melhor. -E aí, o que vai fazer no fds? -Vou na festa e vc? -Também. -Então nos encontramos lá. Alguns dias de ansiedade e chega a hora. Será que ele vai? Com que roupa eu vou? Batom vermelho? Acho que não rola amiga. Vai de nude, salto e saia. -Oi, oi; prazer, prazer. Beijos!!!! Beijos… Beijos sem muita conversa. Mas também, porque beijos precisam ser quase imediatos? Daí rola aqueles olhares sem muita profundidade. Vontade sem muito entusiamo. Mas o que podemos esperar de uma relação tão sem “relação”? Mas está bom, melhor que nada. Vida de solteira anda meio difícil não é mesmo? -Deixa que eu te levo em casa então.

No outro dia de manhã tem WhatsApp. Quem manda primeiro? Quem está mais interessado? Não, quem é mais maduro. Um oi e um tchau. Uma noite, duas noites… Uma semana e uma mudança de lua são suficientes para acabar. A regra das relações rapidinhas segue a mesma constância: acho que não era para ser. É alto demais, é loiro, não trabalha, tem poucos seguidores, vive na balada, gosta de comer milho na frente dos outros e tem uma família meio torta. “Nada”, isso é o que significa as características que usamos para terminar alguma coisa que mal teve a chance de começar. A gente corta as asas de quem nem aprendeu a voar ainda. As pessoas perderam o olhar longo, a jogada de cabelo… Perderam a emoção de um sms escrito “estou com saudades”. Será que ninguém mais tem vontade de olhar as estrelas sem pensar em mais nada além daquele momento? Com aquela pessoa? Será que eu estou sozinha nesse mundo super lotado de pessoas sempre online?
Parece que nada mais tem graça, parece que tudo anda meio vazio. Tudo é tão igual. A gente está perdendo a sutileza de saber o que significa se entregar, merecer, conquistar, estar, viver… Se perceber e se doar. Se amar e admirar a cor dos olhos do outro. A textura do cabelo, os ossinhos da mão e o jeito de andar rápido quando está atrasado. Sabe aquela voltinha na coluna que ninguém tem igual a ninguém? Ninguém mais repara nela. A gente existe por likes. Viaja por comentários, e vai para academia pelo espelho. A legging mais confortável perdeu espaço para a mais bonita. Essa é a lógica das relações de hoje: o que faz bem foi deixado de lado pela triste beleza do que faz mal. Eu tenho medo de pensar onde isso vai parar. Em um mundo onde se compra casamentos, seguidores, silicones, bocas carnudas e o perfect365 é de graça, eu fico pensando: será que um dia alguém ainda vai reparar quantos tipos de sorriso eu tenho?

Texto: Suh Riediger

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Larissa puxa saco

Sim, essa era a minha definição nos tempos de escola e com a faculdade não mudou muita coisa. Eu sempre gostei de ser amiga dos meus professores e funcionários das escolas em que eu estudei. Mas muito mais que a vontade de ser amiga, eu os respeitava e os tratava com toda a educação que havia em mim, coisa que recebi em casa.
O problema é que meus lindos coleguinhas nunca entenderam isso e sempre me tachavam como “a puxa saco”, o que me deixou chateada por algum tempo, mas depois que eu entendi que não precisava me importar com o que os outros pensavam porque o mais importante era o que eu pensava e sentia em relação a mim, nada mais me abalou.
Gostar dos meus professores e ter uma boa relação com eles nunca foi um problema para mim. Por ser uma pessoa difícil de construir amizades com pessoas da mesma idade que eu, era aos professores que eu recorria. Eu admiro esses profissionais assim como as pessoas admiram seus super heróis, eles são os meus. Para mim, meus professores são uma ferramenta para o meu sucesso no futuro e, como uma pessoa pensa muito nisso, eu "agarro" todos os ensinamentos que posso.
Falar desses profissionais que tanto me fizeram e fazem crescer como pessoa é emocionante, nada vai apagar as marcas que cada um, com seu jeito diferente de ensinar, deixou em mim. Eu poderia citar e falar aqui sobre cada um daqueles que fizeram uma marquinha na minha educação e em meu caráter, mas como são muitos, vocês iriam querer me matar! (risos)
Conselho da Lalá: valorizem seus professores, ainda mais aqueles que exercem essa profissão com tanto amor.

Beijo, beijo!